Por que o Brasil manda desligar o vento do Nordeste?
O Nordeste está no lugar certo, venta como em poucos lugares do mundo e mais forte justo na seca das represas do Sudeste; o que falta é o resto do sistema, porque a energia elétrica precisa ser usada no instante em que nasce: ao meio-dia de domingo, com os telhados do país inteiro gerando, falta quem use, à noite falta fio, e quem segura o fim do dia é a água das represas, que na seca só dura porque a térmica fica ligada o dia inteiro, e é ela que pesa na conta; culpar só a transmissão é ver metade do problema, e cada vez menos da metade.
João Câmara (RN)
Abertura
Domingo de julho, no interior do Rio Grande do Norte. Venta forte, o céu está limpo, e as pás do parque estão paradas. Nenhuma quebrou: pararam por ordem do operador do sistema elétrico.

Às sete da manhã, o vento e o sol cortados no Nordeste já somavam uma Itaipu, a usina de 14 GWFonte 1 · 2026A usina de Itaipu tem 20 turbinas e 14 GW de potência instalada.Itaipu Binacionalabrir a fontever na lista. Às dez e meia daquele 19 de julho de 2026, eram 33 GW, mais de duasFonte 2 · 2026No domingo 19 de julho de 2026, às dez e meia da manhã, o ONS cortava 33 GW de vento e sol no Nordeste, mais de duas Itaipus; às sete da manhã o corte já tinha passado do tamanho de uma Itaipu.ONSabrir a fontever na lista. De propósito, num dia perfeito para gerar.
Por que o Brasil manda desligar o vento do Nordeste?
Interior do Rio Grande do Norte
Um domingo de vento
Quem mora perto de um parque desses talvez já tenha visto as pás paradas num dia de ventania.

E tem a conta de luz: em 2025, nos cinco meses em que o Brasil mais cortou vento e sol, ela veio com bandeira vermelhaFonte 3 · 2025Os cinco meses com mais corte de vento e sol em 2025, de julho a novembro, foram todos de bandeira vermelha.ONS e ANEELabrir a fontever na lista.
A explicação de sempre é que falta fio, a linha de transmissão que leva a energia para longe. Ela explica só um pedaço. O resto aparece num domingo inteiro, hora a hora, num parque de João Câmara, no semiárido potiguar.
João Câmara (RN)
Manhã: o vento no lugar certo
Três da manhã. Está escuro, e as pás giram sem parar.

O vento chega do mar: são os alísios, que sopram aqui com rara constânciaFonte 4 · 2003O Rio Grande do Norte fica numa faixa dominada pelos ventos alísios, que sopram com grande constância, vindos de sudeste e leste, e ficam mais fortes de agosto a novembro.CEPELabrir a fontever na lista.
Por isso os parques que o Brasil ligou em 2024 têm fator de capacidade de 56%, o maior entre os países que mais instalaram eólicas em terraFonte 5 · 2024Os parques eólicos que entraram em operação no Brasil em 2024 têm fator de capacidade médio de 56%, o maior entre os 15 países que mais instalaram eólicas em terra naquele ano.IRENAabrir a fontever na lista; no mundo, 34%Fonte 6 · 2024Na média mundial, os parques eólicos em terra que entraram em operação em 2024 têm fator de capacidade de 34%.IRENAabrir a fontever na lista.
Quanto rende uma turbina nova
Fator de capacidade dos parques eólicos em terra que entraram em operação em 2024
Fontes:Fonte 5 · 2024Os parques eólicos que entraram em operação no Brasil em 2024 têm fator de capacidade médio de 56%, o maior entre os 15 países que mais instalaram eólicas em terra naquele ano.IRENAabrir a fontever na listaFonte 6 · 2024Na média mundial, os parques eólicos em terra que entraram em operação em 2024 têm fator de capacidade de 34%.IRENAabrir a fontever na lista
Em setembro, o vento do Nordeste rende 37% acima da média do anoFonte 7 · 2025Setembro é o auge do vento no Nordeste: na média de 2016 a 2025, a geração eólica da região nesse mês ficou 37% acima da média do ano.ONSabrir a fontever na lista, e a água que chega às represas do Sudeste fica 57% abaixoFonte 8 · 2025No mesmo setembro, a água que chega às hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste fica 57% abaixo da média do ano: é o mês mais seco das represas.ONSabrir a fontever na lista: venta mais justo quando falta água. Guarde esse setembro.
A safra dos ventos e a seca das represas
Setembro comparado com a média do ano, nos dados do ONS
Fontes:Fonte 7 · 2025Setembro é o auge do vento no Nordeste: na média de 2016 a 2025, a geração eólica da região nesse mês ficou 37% acima da média do ano.ONSabrir a fontever na listaFonte 8 · 2025No mesmo setembro, a água que chega às hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste fica 57% abaixo da média do ano: é o mês mais seco das represas.ONSabrir a fontever na lista
Em 2025, 93% da energia de vento do país saiu do NordesteFonte 9 · 2025Em 2025, 93% da energia gerada pelo vento no Brasil saiu do Nordeste.ONSabrir a fontever na lista, que gerou bem mais do que consumiu: 171 TWh contra 116 TWhFonte 10 · 2025Em 2025, quatro em cada cinco megawatts-hora gerados no Nordeste vieram do vento e do sol, e a região gerou bem mais energia do que consumiu: 171 TWh contra uma carga de 116 TWh.ONSabrir a fontever na lista. O que sobra precisa viajar pelo fio.
O mapa desta história
O Nordeste (hachurado), o parque, o fio que leva a energia para o Sudeste e a linha nova do Maranhão a Goiás, que ainda não ficou pronta.
Nordeste: 93% da energia de vento do Brasil em 2025Fonte 9 · 2025Em 2025, 93% da energia gerada pelo vento no Brasil saiu do Nordeste.ONSabrir a fontever na lista. Mapa feito em código a partir dos estados do IBGE.
Na madrugada daquele domingo, o fio já ia quase cheio, e um pouco do vento ficava parado por segurança da redeFonte 11 · 2026Na hora do maior corte, o fio que leva a energia do Nordeste para o resto do país estava praticamente vazio: ao meio-dia a região até recebia energia de fora; à noite, o mesmo fio ia quase cheio e era aí que o corte vinha da rede.ONSabrir a fontever na lista. O problema maior começa quando o sol nasce.
Centro de operação do ONS
Meio-dia: a ordem de parar
Sete da manhã: as pás começam a desacelerar. De um centro de operação do Operador Nacional do Sistema Elétrico, o ONS, sai a ordem: gerar menosFonte 12 · 2026A ordem de cortar chega à usina pelo centro de operação do ONS, por ligação gravada, mensagem ou comando automático; naquele domingo o motivo registrado era 'controle de frequência': havia mais energia do que consumo no país inteiro.ONSabrir a fontever na lista.
É o corte de geração: a energia que não nasceu não volta mais. Às dez e meia, os parques ligados às subestações de João Câmara tinham 98% do que podiam gerar desligadoFonte 13 · 2026Às dez e meia daquele domingo, os parques de vento ligados às subestações de João Câmara (RN) tinham 98% da energia que podiam gerar desligada.ONSabrir a fontever na lista.

O primeiro suspeito é o fio, e o operador tem motivo para ser cauteloso: em agosto de 2023, uma única linha desligada no Ceará começou um apagão que separou o Norte e o Nordeste do resto do paísFonte 14 · 2023O apagão de 15 de agosto de 2023 começou às 8h30 com o desligamento de uma única linha de 500 kV no Ceará, entre Quixadá e Fortaleza, sem curto-circuito; segundo o ONS, os parques de vento e sol da região seguraram a tensão muito pior do que os modelos enviados pelas empresas previam, e o Norte e o Nordeste se separaram do resto do país.ONSabrir a fontever na lista.
Só que, na hora do maior corte daquele domingo, o fio estava vazio: ao meio-dia, o Nordeste não mandava nada para fora e ainda recebia um pouco das outras regiõesFonte 11 · 2026Na hora do maior corte, o fio que leva a energia do Nordeste para o resto do país estava praticamente vazio: ao meio-dia a região até recebia energia de fora; à noite, o mesmo fio ia quase cheio e era aí que o corte vinha da rede.ONSabrir a fontever na lista.
O motivo estava escrito na própria ordem: controle de frequênciaFonte 12 · 2026A ordem de cortar chega à usina pelo centro de operação do ONS, por ligação gravada, mensagem ou comando automático; naquele domingo o motivo registrado era 'controle de frequência': havia mais energia do que consumo no país inteiro.ONSabrir a fontever na lista. Traduzindo, tinha energia demais para o consumo do país naquela hora.
Minas Gerais e Rio Grande do Norte
Do telhado à pá
Energia demais é problema: a eletricidade precisa ser usada no instante em que nasce, ou não tem para onde ir. Não dá para guardar num silo, como a soja.

De onde vinha tanta energia num domingo? Dos telhados. Com fábrica fechada e comércio parado, o país consome pouco, e ao meio-dia as placas dos telhados do Brasil inteiro atendiam 28 GW, duas ItaipusFonte 15 · 2026Ao meio-dia daquele domingo, as placas dos telhados atendiam 28 GW do consumo do país, duas Itaipus, quatro quintos fora do Nordeste; o consumo que sobrava para as usinas grandes caiu para menos da metade do das oito da noite.ONSabrir a fontever na lista.
A régua de Itaipus
O domingo do corte, em gigawatts
Fontes:Fonte 1 · 2026A usina de Itaipu tem 20 turbinas e 14 GW de potência instalada.Itaipu Binacionalabrir a fontever na listaFonte 2 · 2026No domingo 19 de julho de 2026, às dez e meia da manhã, o ONS cortava 33 GW de vento e sol no Nordeste, mais de duas Itaipus; às sete da manhã o corte já tinha passado do tamanho de uma Itaipu.ONSabrir a fontever na listaFonte 15 · 2026Ao meio-dia daquele domingo, as placas dos telhados atendiam 28 GW do consumo do país, duas Itaipus, quatro quintos fora do Nordeste; o consumo que sobrava para as usinas grandes caiu para menos da metade do das oito da noite.ONSabrir a fontever na lista
O operador não manda nessas placas, a maioria fora do Nordeste. Com as represas perto do mínimo e parte das térmicas obrigada a gerar sempre um poucoFonte 16 · 2025Parte das térmicas é inflexível, ou seja, precisa gerar um mínimo por razão técnica ou de contrato; desde julho de 2025, uma portaria do MME deixa essas usinas oferecerem gerar menos quando sobra energia, até o fim de 2026.MMEabrir a fontever na lista, sobra cortar o vento e o sol das usinas grandesFonte 17 · 2024Segundo o ONS, são as hidrelétricas que dão flexibilidade ao sistema: com o sol do meio-dia elas chegam perto do mínimo de geração e, no começo e no fim do dia, precisam gerar cada vez mais; nos domingos de pouco consumo, bater esse mínimo obriga a cortar vento e sol.ONSabrir a fontever na lista. Assim, a placa de uma casa em Minas ajuda a parar a pá no Rio Grande do Norte, sem culpa do dono.
Em 2025, perto de um quinto do vento e do sol que o Nordeste podia gerar foi cortado: metade pela rede, metade por falta de quem consumisseFonte 18 · 2025Parte da energia que o vento e o sol poderiam gerar no Nordeste é cortada por ordem do ONS: em 2025, perto de um quinto, metade disso por limites e falhas da rede de transmissão e a outra metade porque não havia consumo para tanta energia naquela hora.ONSabrir a fontever na lista. Em 2026, até outubro, dois de cada três megawatts-hora cortados já eram por falta de consumoFonte 19 · 2026Em 2026 o corte no Nordeste continua do mesmo tamanho, mas mudou de motivo: até outubro, dois em cada três megawatts-hora cortados foram por falta de consumo, e não por causa da rede.ONSabrir a fontever na lista.
Represas do Sudeste
Pôr do sol: a hora errada
Se sobra energia ao meio-dia, por que a conta vem cara? Às três da tarde, o sol baixa em todos os telhados ao mesmo tempo e o consumo sobe: todo mundo em casa acende a luz, liga o chuveiro, a televisão.

Em 2025, entre as três e as seis da tarde, as outras usinas precisaram somar em média 21 GW, uma Itaipu e meiaFonte 20 · 2025Em 2025, em média, entre as três e as seis da tarde, as outras usinas do país precisaram gerar 21 GW a mais para cobrir o sol que se pôs e o consumo que subiu: uma Itaipu e meia em três horas.ONSabrir a fontever na lista. A térmica quase não muda ao longo do dia; quem segura essa hora é a água das represas, com 31 GW a mais às sete da noite do que ao meio-diaFonte 21 · 2025Quem segura o começo da noite são as hidrelétricas: em 2025, em média, elas geraram 31 GW a mais às sete da noite do que ao meio-dia, quase o dobro, enquanto as térmicas ficaram praticamente iguais o dia inteiro.ONSabrir a fontever na lista.
Quem segura o fim da tarde
Médias de 2025, em gigawatts
Fontes:Fonte 20 · 2025Em 2025, em média, entre as três e as seis da tarde, as outras usinas do país precisaram gerar 21 GW a mais para cobrir o sol que se pôs e o consumo que subiu: uma Itaipu e meia em três horas.ONSabrir a fontever na listaFonte 21 · 2025Quem segura o começo da noite são as hidrelétricas: em 2025, em média, elas geraram 31 GW a mais às sete da noite do que ao meio-dia, quase o dobro, enquanto as térmicas ficaram praticamente iguais o dia inteiro.ONSabrir a fontever na listaFonte 1 · 2026A usina de Itaipu tem 20 turbinas e 14 GW de potência instalada.Itaipu Binacionalabrir a fontever na lista
A represa funciona como a bateria do Brasil: segura a água ao meio-dia e solta no fim da tarde. Só que precisa gerar um mínimo, e no domingo ao meio-dia já estava perto dele: por isso quem parou foi a páFonte 17 · 2024Segundo o ONS, são as hidrelétricas que dão flexibilidade ao sistema: com o sol do meio-dia elas chegam perto do mínimo de geração e, no começo e no fim do dia, precisam gerar cada vez mais; nos domingos de pouco consumo, bater esse mínimo obriga a cortar vento e sol.ONSabrir a fontever na lista.
No domingo 28 de setembro de 2025, produzir um pouco mais de energia no Sudeste custou zero até as quatro da tarde e passou de R$ 300 o megawatt-hora no começo da noiteFonte 22 · 2025No domingo 28 de setembro de 2025, o custo de produzir mais um megawatt-hora no Sudeste ficou em zero da manhã até as quatro da tarde e passou de R$ 300 no começo da noite.ONSabrir a fontever na lista. A mesma energia, no mesmo dia, valeu nada e valeu caro.
Na seca, como naquele setembro, a térmica fica ligada o dia inteiro para a água durar até a noite e até a chuva voltar: em agosto de 2025, gerou mais que o dobro de marçoFonte 23 · 2025As térmicas não ligam só às seis da tarde: ficam ligadas o dia todo e pesam mais na seca; em agosto de 2025 geraram mais que o dobro de março.ONSabrir a fontever na lista. É ela que pesa na bandeira vermelha da contaFonte 24 · 2025A ANEEL manteve a bandeira vermelha 2 em setembro de 2025 por causa do acionamento de térmicas, com a água chegando às represas abaixo da média; a bandeira existe para cobrir o custo de gerar com térmicas e de comprar energia cara quando falta água.ANEELabrir a fontever na lista, e os cinco meses de mais corte de 2025 foram todos de bandeira vermelhaFonte 3 · 2025Os cinco meses com mais corte de vento e sol em 2025, de julho a novembro, foram todos de bandeira vermelha.ONS e ANEELabrir a fontever na lista: a seca do Sudeste cai na safra dos ventos do Nordeste.

Sobra vento, sim, mas ao meio-dia, quando ninguém precisa. Às oito da noite, as pás voltam a girar e o fio vai quase cheio; o pouco que se corta é por causa da redeFonte 11 · 2026Na hora do maior corte, o fio que leva a energia do Nordeste para o resto do país estava praticamente vazio: ao meio-dia a região até recebia energia de fora; à noite, o mesmo fio ia quase cheio e era aí que o corte vinha da rede.ONSabrir a fontever na lista. De dia, falta quem use. À noite, falta estrada.
Brasília (DF)
Quem paga pelo vento que não nasceu
Quem paga pela energia que ficou parada? Pelo corte do meio-dia, o dono do parque: a Lei 15.269, de novembro de 2025, só compensa parte dos cortes causados pela redeFonte 25 · 2026Pela Lei 15.269, de novembro de 2025, e pela portaria do MME de julho de 2026, o gerador pode ser compensado pelos cortes causados pela rede entre setembro de 2023 e novembro de 2025, se desistir das ações na Justiça; o corte por sobra de energia, quando não há consumo naquela hora, fica de fora.MMEabrir a fontever na lista.

As associações de quem gera vento e sol pediram na Justiça para receber por todo o corte e perderam na primeira decisão, em setembro de 2026; a das eólicas vai recorrerFonte 26 · 2026Em 11 de setembro de 2026, a Justiça Federal no Distrito Federal negou o pedido da ABEEólica e da Absolar para que todo corte de geração fosse compensado; a ANEEL sustentou que o consumidor não deve pagar por energia de que não precisava naquela hora, e a ABEEólica disse que vai recorrer.Justiça Federalabrir a fontever na lista. Para quem gera, é energia que podia ser vendida; para a ANEEL, o consumidor não deve pagar por energia de que ninguém precisava.
Veredito
Energia não espera
O Brasil manda desligar o vento do Nordeste porque a energia elétrica precisa ser usada na hora em que nasce. O vento está no lugar certo; falta o resto do sistema, para levar e para guardar. Culpar só o fio é ver metade do problema, e cada vez menos da metade.
Fio novo ajuda a noite: a linha do Maranhão a Goiás, leiloada em dezembro de 2023, vai levar 5 GW para o Centro-Sul, pouco mais de um terço de ItaipuFonte 27 · 2023Uma linha nova em corrente contínua, de Graça Aranha (MA) a Silvânia (GO), com cerca de 1.500 km, vai poder levar 5 GW do Nordeste para o Centro-Sul; foi leiloada em dezembro de 2023, com prazo de seis anos para ficar pronta.MMEabrir a fontever na listaFonte 28 · 2023A linha nova do Maranhão a Goiás vai poder levar 5 GW do Nordeste para o Centro-Sul, pouco mais de um terço da potência de Itaipu.MMEabrir a fontever na lista. Mas ao meio-dia de domingo sobra energia também do outro lado do fioFonte 12 · 2026A ordem de cortar chega à usina pelo centro de operação do ONS, por ligação gravada, mensagem ou comando automático; naquele domingo o motivo registrado era 'controle de frequência': havia mais energia do que consumo no país inteiro.ONSabrir a fontever na lista.
O meio-dia pede outra coisa: guardar. Os primeiros leilões de baterias para a rede estão marcados para 2 e 4 de dezembro de 2026, cada projeto com quatro horas seguidas de entrega, o tamanho de um fim de tardeFonte 29 · 2026O Brasil marcou para 2 e 4 de dezembro de 2026 os primeiros leilões de baterias para a rede: cada projeto contratado terá de entregar potência por quatro horas seguidas, a partir de agosto de 2028.MMEabrir a fontever na lista.

Ninguém aqui é vilão. O operador corta para o país não ficar no escuro, e o dono da placa só está usando o sol.
O vento do Nordeste está no lugar certo; falta o resto do sistema. Energia não espera.





